Universidade da Farmácia

Líder de farmácia: Como gerenciar e manter o time engajado

Quando pensamos sobre ser um líder de farmácia e fazer a gestão do time e do negócio, precisamos pensar em fatores que vão desde a contratação até o desenvolvimento da equipe e também o desenvolvimento individual dos seus colaboradores.

Como sabemos que o assunto é complexo, vamos abordá-lo por pontos, que você vê a seguir:

  1. Papel do gestor para o treinamento e desenvolvimento de suas equipes
  2. 5 fases do desenvolvimento profissional
  3. Importância do responsograma para contratação efetiva


Acompanhe até o final para pegar dicas importantes onde você, como gestor, pode se autodesenvolver e reter grandes talentos na sua farmácia.

O papel do gestor para o treinamento e desenvolvimento da equipe

O ponto inicial que todo gestor deve ter em mente quando falamos da importância das pessoas para o crescimento da empresa, é que todos devem ser valorizados de acordo com seus pontos fortes e desenvolver os pontos fracos com apoio do gestor.

Sendo assim, quanto melhor você conhecer sua equipe, melhor será em orientá-la para adquirir as habilidades necessárias para o crescimento da drogaria.

Uma pesquisa realizada pelo Human Resources Institute of Alberta, apontou que um dos pontos que impedem o compartilhamento de aprendizado na empresa é a falta de apoio da gerência. Ou seja, se um gestor não valoriza e não contribui com ações que gerem integração, a equipe tende a acumular atividades sem realmente se desenvolver.

É crucial que o gestor incentive e valorize a capacitação e auxilie na identificação dos pontos de melhoria de cada um. Treinamento de pessoas gera efetividade para empresa, aumenta a motivação, o comprometimento e o desempenho do trabalho em equipe.

Uma vez que foi definida a necessidade e o treinamento adequado, iniciamos a execução. Com isso você tem três estágios para trabalhar:

Antes do treinamento: é onde identifica a necessidade e trabalha as expectativas do colaborador.

Durante do treinamento: é a fase de adaptação, o momento de colocar em prática tudo que foi aprendido e de eliminar qualquer barreira estabelecida.

Depois do treinamento: nesta etapa é o momento de avaliar e reconhecer. Dê feedbacks assertivos para incentivá-lo, não o contrário. E observe se houver a necessidade de outras ações de correção também. Afinal, evolução é um trabalho contínuo.

5 Fases do Desenvolvimento Profissional

Todo indivíduo passa por cinco fases no desenvolvimento profissional tanto para suas funções como tarefas. Vamos conhecer cada uma delas.

1. Início de uma nova função ou tarefa

São aquelas pessoas que não sabem o que fazer, como fazer ou quando fazer. Quando a pessoa está nesta fase ela sempre vai ficar perguntando tudo, mesmo que você já tenha falado ou ensinado.

Resumindo, ela sempre vai buscar a confirmação por conta da insegurança. Neste caso é crucial que o gestor se certifique que foi claro e objetivo, estruturando as informações de forma lógica e didática. Faça sempre um acompanhamento.

2. Apropriação da função ou tarefa

A pessoa já sabe realizar a tarefa com certa qualidade e você pode realizar um acompanhamento mais espaçado, porém não deixe de acompanhar. E normalmente essa pessoa vai avançar para o nível de questionamento sobre as tarefas executadas.

Nesse caso, existem alguns pontos de atenção para o gestor, como: apresentar ao colaborador a importância da tarefa para ele e para empresa como um todo, reconhecer a dedicação para a realização da tarefa, supervisionar de tempos em tempos para que você possa estabelecer outras metas e, principalmente, o incentive a aumentar o desempenho da atividade.

3. Prioridade de função e início da inovação

O colaborador já sabe o que fazer, como e quando e realiza com excelência as suas atividades. Agora ele busca inovar os processos. Neste caso, o gestor precisa estimular ele a pensar e como pode otimizar os processos, dando abertura para ele trazer as inovações que forem benéficas para a empresa.

É crucial que como gestor você ouça as ideias, questione de forma construtiva, estigue ele a entender o quanto as ideias podem contribuir para a empresa. Se faltar cortesia corre o risco de ninguém da equipe querer trazer novas ideias.

4. Pensamento sistêmico e estratégico

O colaborador está em busca do maior nível de excelência possível na função estabelecida.  Agora o gestor precisa delegar, dar autonomia e dividir decisões para que ele possa evoluir cada vez mais.

Neste caso, o gestor precisa ter alguns cuidados como: comunicar sempre quem atingiu esta fase para que ele possa sentir confiança na função, pedir apoio e mostrar para equipe que podem buscá-lo para pedir ajuda e para compartilhar experiências e conhecimento, e principalmente desafiar esta pessoa a desenvolver habilidades de liderança.

5. Liderança positiva, treinador, sucessão e promoção

Quando o colaborador chega neste nível, ele está apto a assumir cargo de liderança, agora é crucial ele passar conhecimento para frente, auxiliando o desenvolvimento de outras pessoas e tornando sua liderança positiva.

Vale lembrar que há pessoas que se contentam em chegar nesta fase e só. Porém, cabe a você, como gestor, também entender o desejo do colaborador. Você pode deixá-lo responsável por treinar os novatos e cuidar da equipe.

Mas, é importante frisar que essas etapas podem variar, pois toda vez que recebemos uma nova função, retornamos à primeira etapa.

Importância do responsograma para contratação efetiva

Você sabe o que é responsograma? Basicamente é a descrição do cargo onde você consegue registrar todas as atividades que devem ser executadas e o que se espera do colaborador. Além dos requisitos necessários, tanto comportamental, como técnico para o cargo.

Tendo o responsogramas alinhado à necessidade da empresa, você consegue estabelecer estratégias para encontrar o perfil certo para a vaga. Assim, o colaborador tem a ciência e segurança do que precisar ser feito.

A descrição de cargo não é somente útil para a contratação, mas também para serem utilizadas como avaliação de competências e processos de acompanhamento das funções estabelecidas.

Algumas vantagens de ter responsograma:

  1. Realizar processos seletivos e recrutamentos mais efetivos, ou seja, baseado em competências;
  2. Administrar melhor as promoções e salários;
  3. Criar uma política de atração de talentos;
  4. Coordenar mudanças organizacionais frequentes;
  5. Aumentar a produtividade;
  6. Criar plano de desenvolvimento individual – PDI;
  7. Oferecer treinamentos mais assertivos;
  8. Ter uma gestão mais clara e objetiva.


Lembre-se: gestor e colaborador devem andar juntos para obter mais efetividades no processo. Confie no trabalho e na competência da sua equipe. Você só tem a ganhar!